28/04

4 dicas para repreender uma criança sem ser muito rígido

São várias as situações em que os pais não sabem o que fazer diante da falta de limites dos filhos, diante dos ataques de vontades imperiosas e das ações intempestivas dos pequenos. Conseguimos vislumbrar três reações dos pais que não são nada produtivas à educação dos filhos, e que acabam por aumentar o problema, ou, ao menos, acabam por afastar as possíveis soluções. Fuja desses perfis:


  • Se os pais perdem o controle e entram em desespero, acabam se igualando aos filhos na infantilidade e saem mais exauridos do que antes;

  • Se os pais “entregam os pontos” e não demonstram oposição, perdem a autoridade diante dos filhos e se tornam reféns fáceis de suas vontades;

  • Se os pais agem com mão de ferro, punindo e castigando sem medir a intensidade, correm o risco de serem injustos e de terem filhos medrosos, desconfiados ou ainda mais revoltados e hostis.

Iremos, a partir do terceiro perfil, dar dicas e orientações de como repreender uma criança sem ser rígido em excesso e parecer amedrontador diante de seus olhos. Afinal, você quer que seu filho o respeite, e não que ele o tema, certo? Estamos no século XXI, e não no XIX!

Primeiramente, é importante respirar, manter a calma e adotar estratégias racionais e eficazes, na medida do possível! É preciso lembrar que educar é uma arte e não uma ciência. Se existissem receitas exatas, teríamos pais tranquilos, mas, ao mesmo tempo, crianças moldadas e sem a espontaneidade que muitas vezes nos surpreende para o bem.

Dê o exemplo

A repreensão só faz sentido e demonstra consistência quando os próprios pais cumprem aquilo que defendem e esperam por parte da criança. Se uma mãe ou um pai repreende uma criança para que ela, por exemplo, pare de gritar, mas o ambiente familiar é permeado por gritos, ela não terá nenhum suporte ou incentivo para que seu comportamento mude. Lembre-se: um dos modos de aprendizado dos seres humanos é pela imitação. Seja aquilo que você quer que seu filho também seja!

Dialogue

Seu filho precisa compreender por que está sendo repreendido. Embora muitas vezes a paciência já tenha se esgotado e dialogar pareça impossível, expresse verbalmente o motivo da repreensão. Em alguma medida, ele perceberá que a “bronca” não está sendo arbitrária e que tem um porquê, uma razão de ser.

Castigue, mas explique o motivo!

Muitas vezes, a repreensão por si só não basta, parecendo que os ouvidos dos pequenos estão tampados e impermeáveis às suas razões e apelos. Se a palavra “castigo” lhe soa pesada, pense que isso representa apenas uma “responsabilização”, uma consequência de um ato que antes foi advertido. Se para você castigar não é problema, cuidado com os excessos! A violência física, por exemplo, já caiu por terra como método educativo. A privação de coisas que a criança gosta pode ser um caminho. Ficar sem ver TV, ficar sem a sobremesa ou sem o brinquedo preferido fazem as crianças associarem esse efeito ao seu comportamento indesejado.

Estabeleça limites

Essa etapa deve ser pensada antes da repreensão. Afinal, você repreende justamente porque os filhos ultrapassaram limites do que deve ou não ser feito. Lembre-se de colocar explicitamente o que pode e o que não pode, evitando brigas e, consequentemente, a repreensão. Estabelecer limites é uma medida preventiva e educativa, para que a criança saiba até onde pode ir!

O que achou das nossas dicas? Como você costuma repreender seus filhos? Quer deixar alguma outra dica, além dessas que falamos? Utilize os comentários abaixo e compartilhe seu conhecimento.

 

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